Comentando a decisão do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), de suspender a Moratória da Soja na Amazônia, o Diretor Sênior da Mighty Earth, João Gonçalves, defende:
“A suspensão da Moratória da Soja na Amazônia abre caminho para ainda mais desmatamento em um dos ecossistemas mais vitais do planeta, aproximando-o cada vez mais de um ponto de não retorno, onde se torna uma fonte de carbono, em vez de um mitigador de carbono.”
“Sem essa salvaguarda, a expansão da soja poderia impulsionar a destruição florestal não apenas na Amazônia, mas também em biomas como o Cerrado e o Pantanal, impactando comunidades indígenas na linha de frente do desmatamento e destruindo habitats preciosos para espécies em risco de extinção.”
“A suspensão da Moratória da Soja na Amazônia não é apenas uma questão brasileira — é uma preocupação global de clima e biodiversidade. Permitir que a soja vinculada ao desmatamento entre nos mercados internacionais poderia enfraquecer anos de progresso nos compromissos climáticos e minar a confiança dos consumidores na agricultura sustentável.”
“Neste momento crítico, meses antes da COP do clima na Amazônia, o Brasil precisa decidir se vai alinhar seu setor agroindustrial aos padrões globais de sustentabilidade ou arriscar sacrificar a saúde do planeta a longo prazo por interesses econômicos de curto prazo. Ele escolherá proteger a Amazônia ou permitir que ela seja negociada?”
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